Contexto Histórico

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14/12/09

Artigos (PDF)

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BIBLIOGRAFIA - Linguagem, Comunicação e História

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ALARCÃO, Isabel (org.). Escola Reflexiva e Nova Racionalidade. Porto Alegre: Artmed, 2001.

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BOSI, Ecléa. Cultura de Massa e Cultura Popular. Petrópolis: Vozes, 1972.

BOURDIEU, Pierre. Sobre a Televisão. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.

BRUNET, Lago. A linguagem envergonhada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991.

CIPRO NETO, Pasquale. Inculta & Bela. São Paulo: Publifolha, 1999.

CHOMSKY, Noam. O Livro ou as pessoas? Rio de Janeiro: Bertrand, 2002.

DANTAS, Marcos. A lógica do Capital Informação. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.

FREIRE, Paulo e SHOR, Ira. Medo e Ousadia – O cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.

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GIANNOTTI, Vito. Muralhas da Linguagem. Rio de Janeiro: Ed. Mauad, 2004.

GNERRE, Maurício. Linguagem, escrita e poder. São Paulo: Martins Fontes, 1985.

MAESTRI, Mário. Carboni, Florence. A Linguagem Escrevizada. Língua, história, poder e luta de classes. São Paulo: Expressão Popular, 2003.

MÉSZÁROS, Istvam. A Educação para além do Capital. São Paulo: Boitempo, 2005.

MÉSZÁROS, Istvam. Para além do Capital. São Paulo: Boitempo, 2003.

MORIN, Edgard. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2001.

MORIN, Edgard. A cabeça bem feita. Repensar a reforma; reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.

PARANHOS, Adalberto. O roubo da fala. São Paulo: Boitempo, 2001.

PIGNATARI, Décio. Informação, Linguagem, Comunicação. São Paulo: Cultrix, 1997.

SCHNEIDER, Steven Jay. 1001 filmes para ver antes de morrer. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

SILVA NETO, Serafim da. Introdução ao estudo da língua portuguesa no Brasil. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional, 1951.

SOARES, Magda. Linguagem e escola. São Paulo: Ática. 1986.

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ANÁLISE DE FILMES, UMA PROPOSTA

PROPOMOS A ANÁLISE DE DOIS FILMES EM CADA MODULO, A FIM DE QUE AMBAS AS OBRAS DIALOGUEM ENTRE SI. A QUESTÃO DA LINGUAGEM NÃO TEM CENTRALIDADE NAS OBRAS, MAS CIRCULA PERIFERICAMENTE OS TEMAS ABORDADOS.

01 – Filmes (Sobre a Tecnologia):

Viagem à Lua x 2001, Uma Odisséia no Espaço

VIAGEM À LUA (1902)

Direção: Georges Méliès

Duração: 14 minutos

País de Produção: França

Extraído de: http://portrasdacortina.files.wordpress.com/2009/09/viagemalua.jpg

SINOPSE: Um dos primeiros filmes de ficção científica da história do cinema, é uma adaptação da obra homônima em livro, de Júlio Verne. Um professor convence colegas cientistas a patrocinarem uma viagem à lua. Uma nave em forma de míssil é expelida por um canhão gigantesco, que ao ser detonado, envia o projétil tripulado até o objetivo. Uma vez na lua, os viajantes são sequestrados pelos Selenitas, moradores do local, e levados a seu chefe supremo como prisioneiros. Os terráqueos conseguem escapar, voltar à terra e ainda penetrarem nas profundezas do oceano, fazendo uma exploração do local antes de voltarem e serem considerados heróis ao serem recebidos em Paris.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: O pioneirismo não é o único mérito deste belo filme que marca o início da história do cinema de ficção. Muitos consideram este como o primeiro filme do gênero ficção científica. Diversos elementos aumentam o valor da obra: Em primeiro lugar, o fato de que o homem, finalmente chegaria à lua em 1969. Em segundo lugar, o formato da nave é semelhante ao realmente utilizado tempos depois, mas com propulsores próprios, ao invés de um imenso canhão, como o sugerido na obra de Méliès.

O filme também é um dos marcos na separação de ficção e não-ficção, já que a maioria dos filmes da época apenas retratavam cenas do cotidiano, como a saída de um trem, a passagem de pessoas por uma avenida ou saindo da porta de uma fábrica, e assim por diante. A duração de 14 minutos também é interessante, já que os filmes da época costumavam ser bem mais curtos. Em padrões da época, não pode ser considerado um curta, mas um média metragem.

2001, UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968)

Direção: Stanley Kubrick

Duração: 141 minutos

País de Produção: Inglaterra

Extraído de: http://www.mostra.org/19/images/filmes/19_154.jpg

SINOPSE: Baseada em um conto de Arthur C. Clarke, a história começa há cerca de 3 ou 4 milhões de anos na Terra, época do surgimento dos primeiros hominídeos (ancestrais do homem), quando um grupo destes nossos ‘bisavós’ encontra um monolito (uma imensa pedra retangular negra) que ao ser tocada, provoca uma reação evolutiva naqueles seres, que imediatamente se tornam mais inteligentes que seus concorrentes, aprendendo a usar ossos como armas de guerra. Milênios mais tarde, uma pedra negra semelhante é descoberta na lua, emitindo estranhos sinais vindos de Júpiter. Uma missão é enviada em 2001 ao espaço para investigar o estranho sinal. Durante a viagem, o computador central da nave, de nome HAL, dotado de extraordinária inteligência passa a sabotar a missão, provocando a morte de todos os tripulantes, com exceção de um, Bowman, que atinge seu objetivo, descendo em Júpiter e encontrando outro monolito negro, que o leva para um mundo onde fica aprisionado até a morte e o renascimento, como se estivesse exposto em um zoológico extraterrestre.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: O pioneirismo deste filme, separado de ‘Viagem à Lua’ por mais de seis décadas, é o fato de ser um dos primeiros a retratar da questão da inteligência artificial como um potencial perigo à humanidade, tema que depois seria exaustivamente explorado pelo cinema. A trilha sonora do filme é um caso à parte, com a edição que se tornou clássica em várias cenas. Fazem parte da trilha temas clássicos, como ‘Assim Falou Zaratustra’, de Richard Strauss e a valsa ‘Danúbio Azul’, de Johann Strauss.

A obra toca em temas clássicos como a origem da vida inteligente na Terra, sugerindo uma causa extraterrestre como explicação, na cena do salto evolutivo do ‘homem-macaco’ ao tocar na pedra extraterrena, não deixando uma ponta de ironia ao mostrar a ‘evolução’ através da descoberta das armas, e não do fogo, como em outros clássicos do gênero. Também reflete sobre o infinito, a vida depois da morte, e a escala ‘pequena’ que a Terra representa em termos de Universo.

INTERAÇÃO: Os filmes podem ser considerados para um profícuo debate sobre a tecnologia, a evolução do próprio cinema e suas formas de linguagem, a inteligência artificial e suas possibilidades, limites e perigos para a humanidade. Perifericamente, a questão da guerra pode ser também abordada, além de um debate sobre a possibilidade da existência de vida inteligente fora de nosso planeta.

Um debate sobre as conjunturas políticas da época também pode ser proposto. No primeiro filme, de Méliès, o livro que deu origem ao filme pode ser resgatado. No livro ‘Viagem à Lua’, de Julio Verne, há um delicioso capítulo sobre a ‘Sociedade do Canhão’, onde seus membros, todos veteranos de guerra, ostentam como troféus seus corpos mutilados (alguns não tem mãos, outros não tem pernas), numa clara crítica irônica à guerra, e uma singela proposta de que as armas de guerra (um enorme canhão é a expressão desta proposta) passem a ser utilizadas em favor do progresso científico.

A Segunda obra, de Kubrik foi realizada em plena Guerra Fria e a chamada Corrida Espacial entre a URSS (União Soviética) e os EUA, foi lançada apenas um ano antes da chegada do homem à Lua, na missão Apolo, dos Estados Unidos. Cenas reais da chegada dos astronautas à Lua podem ser utilizadas para um debate entre os alunos sobre a questão da tecnologia e suas implicações na vida moderna.

TENSIONANDO O TEMA DA LINGUAGEM: Dois mundos em conflito: de um lado o mundo cotidiano, antigo. De outro, o mundo da tecnologia e da ciência, com seus novos signos e paradigmas. Como adaptar-se a esta nova linguagem? O homem conseguirá manter seu controle sobre a chamada inteligência artificial, ou ela pode sair de controle, como o verificado em Hal, personagem virtual de 2001?

02 – Filmes (sobre a Luta de Classes):

A Greve x Eles não usam Black-tie

A GREVE (1924)

Direção: Sergei Einsenstein

Duração: 82 minutos

País de Produção: URSS

Extraído de: http://www.dimas.ba.gov.br/00_home/2008/imagens/a-greve2.jpg

SINOPSE: Primeiro filme de Einsenstein, ‘A Greve’ retrata um levante de operários em uma fábrica russa pouco antes da revolução socialista. Um trabalhador é injustiçado por patrões gananciosos, e acaba cometendo suicídio. A greve é deflagrada e durante o movimento, trabalhadores dão demonstração de unidade, mas os representantes dos patrões, caricaturizados como animais, infiltram-se entre os trabalhadores para dividir o movimento. Ao final, a greve é encerrada após uma carnificina, com a repressão e a matança de dezenas de trabalhadores pela polícia, a mando dos patrões.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: Considerada uma das primeiras obras do chamado ‘realismo socialista’, o filme de Einsenstein consegue driblar a excessiva marcação política da obra, ao apresentar soluções técnicas inovadoras, como a da transposição dos rostos dos chefes opressivos com a figura de animais (macaco, asno, etc), as belas sequências da produção nas fábricas, que seria retomada em ‘Tempos Modernos’, de Chaplin, de forma cômica, mas não menos impactante.

O filme é uma excelente oportunidade para um debate sobre as formas de produção, a revolução industrial e suas implicações na luta entre as classes sociais, a necessidade de uma legislação de proteção ao trabalhador, entre outras questões.

ELES NÃO USAM BLACK TIE (1981)

Direção: Leon Hirszman

Duração: 120 minutos

País de Produção: Brasil

Extraído de: http://blogdoces.files.wordpress.com/2009/01/25.jpg

SINOPSE: Filme baseado em obra homônima de Gianfrancesco Guarnieri, apresentada no teatro pela primeira vez em 1958. Transformado em filme, em pleno final da ditadura militar e pouco depois das grandes greves do ABC paulista, a adequação do tema ao contexto da época foi perfeita. Um líder operário (interpretado pelo próprio Guarnieri), na preparação de uma greve, enfrenta a resistência de alguns companheiros, chamados de ‘fura-greve’, um dos quais seu próprio filho, num drama familiar. Tanto o pai como o filho não são tratados como ‘herói’ ou ‘vilão’ nesta história, onde as contradições sociais são o foco principal.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: O filme trata com delicadeza de um tema complexo, como o do confronto entre operários e patrões em pleno final da ditadura militar, quando os primeiros grandes movimentos operários acabavam de ser deflagrados, pouco mais de dois anos antes da realização do filme, levando – na vida real – às grandes greves no ABC paulista, que levaram à prisão de seu maior líder, o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva.

No filme, um drama familiar permeia as dúvidas e contradições da época: de um lado um pai sindicalista, politizado e contrário ao regime de exploração dos trabalhadores, disposto a qualquer sacrifício em nome de sua causa. De outro lado, seu próprio filho, mais preocupado com a sobrevivência, dele e de sua família recém-criada, com a esposa grávida. Desesperado com a perspectiva de tornar-se mais um desempregado, o filho tenta furar a greve comandada por seu pai. Deste drama familiar nasce a força deste filme dirigido por um dos líderes do chamado ‘Cinema Novo’, Hirszman, que nesta obra relativamente convencional em termos cinematográficos, conseguiu discutir com seriedade um tema complexo.

INTERAÇÃO: Os filmes podem ser colocados lado a lado, a partir da questão da greve como instrumento de pressão dos trabalhadores em relação aos patrões. A greve é um instrumento legítimo na luta de classes? É possível usar de formas mais radicais para a conquista de direitos? O contexto das duas épocas pode ser comparado? Como a greve era vista do ponto de vista institucional nas duas épocas, e qual o papel do aparelho policial em ambos os contextos? Questões como a instituição da jornada de trabalho (40 horas semanais), dos direitos a Férias, 13º salário, Fundo de Garantia (FGTS), Sindicalização, podem ser levantadas a partir das cenas apresentadas em ambos os filmes. Afinal, os direitos dos trabalhadores são concessões, ou conquistas através de lutas e mobilizações ao longo da história? Outros pontos podem ser problematizados, como o trabalho infantil, da mulher, a questão da mais-valia, das Revoluções Industriais, entre outras.

TENSIONANDO O TEMA DA LINGUAGEM: A falta de diálogo e compreensão entre dois mundos distintos: o dos trabalhadores e o dos patrões. Uns herdeiros da chamada cultura erudita, mas preocupados em demasia com os lucros, de forma impessoal e asséptica, outros herdeiros da cultura popular, ‘iletrados’, sonhando com dias melhores numa sociedade capitalista.

03 – Filmes:

Dr. Fantástico e Fahrenheit 9/11 (Guerra e Imperialismo)

DR. FANTÁSTICO, ou como aprendi a parar de me preocupar e amar a Bomba (1964)

Direção: Stanley Kubrick

Duração: 93 minutos

País de Produção: Inglaterra

Extraído de: http://fernandoyanmar.files.wordpress.com/2009/10/dr_strangelove_01.jpg

SINOPSE: Comédia de humor negro em plena Guerra Fria, mostra a disputa atômica entre os Estados Unidos da América e a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Um fanático e enlouquecido general americano manda jogar bombas atômicas na Rússia. Quando o comando se dá conta, cabe ao presidente e ao Estado Maior americano tentar convencer aos Russos que tudo não passou de um terrível engano e evitar a deflagração da Terceira Guerra Mundial. Filmado totalmente em preto e branco, o filme tem um realismo que extrapola o caráter de comédia, deixando o espectador em dúvida, se trata-se realmente de uma piada, ou se a guerra realmente pode ser deflagrada. As sequências das operações do Comando Aéreo Estratégico dos EUA, bem como os procedimentos adotados pelos tripulantes do avião contendo as bombas (o famoso B-52) são realistas.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: O filme de Kubrick insere-se no rol de uma das mais ferinas críticas à era nuclear e seus efeitos sobre a humanidade. Nos anos 1960 havia uma verdadeira histeria quanto às possibilidades da aniquilação da vida no planeta a partir de uma guerra atômica total entre os dois lados do mundo, dividido entre Comunistas (Representados pela URSS e seus satélites) e Capitalistas (representados pelos EUA e seus Aliados). A deflagração patética da guerra a partir de um general radical americano, enlouquecido com a idéia de destruir os comunistas, mostra o quão frágil e tênue é o elo que separa a guerra da paz, a aniquilação da sobrevivência. Ao final, no mais tradicional estilo ‘cowboy’, um militar americano, com seu chapéu de vaqueiro, monta em uma bomba e bate suas esporas no artefato, como um touro indomável, em direção ao inimigo soviético. Nada mais irônico e certeiro para criticar a histeria anticomunista dos EUA.

FAHRENHEIT 9/11 (2004)

Direção: Michael Moore

Duração: 122 minutos

País de Produção: EUA

Extraído de:

http://1.bp.blogspot.com/_I4xL4dgJJNk/SkJhJ0vl6dI/AAAAAAAAABg/V3UuG1J9UT0/s320/bush-noticia.jpg

SINOPSE: Documentário produzido pelo polêmico diretor Michael Moore, que produzira ‘Tiros em Columbine’ pouco antes, sobre a obsessão do povo americano por armas e suas trágicas consequências. Neste premiado filme-verdade, Moore enfoca os fatos que antecederam e o pós-ataque às torres gêmeas em Nova York, no fatídico 11 de setembro de 2001, bem como a reação do presidente George Bush e sua ‘resposta’ ao ataque, A história remonta à obscura eleição de Bush com a ajuda dos votos da flórida, numa eleição aparentemente fraudulenta, no Estado em que seu próprio irmão era o governador (Jeb Bush). Na sequência, o filme mostra os ataques às torres gêmeas e pessoas vagando perdidas pelas ruas da maior cidade do planeta, enquanto as relações das famílias Bush e Bin Laden são reveladas (negócios com petróleo, armas, etc). Durante os ataques, a figura patética de Bush numa escola primária são exploradas ao extremo: O presidente, inerte e sem expressão na face, demora longos minutos para se dar conta da tragédia que acontecia a seu país. A consequência dos ataques seria a edição das chamadas Leis Patrióticas e a perda ou redução drástica dos direitos civis dentro do território americano, além da conhecida invasão do Iraque, eleito inimigo número um dos EUA.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: . O caráter crítico do filme é evidente, e o diretor Moore nem esconde a tentativa aberta de destruir a imagem do presidente dos Estados Unidos, mostrado Bush como um ser patético, perigoso e incompetente para aquele que é chamado de ‘o cargo mais importante da Terra’ pelos próprios americanos.

O filme tem cenas impagáveis como a do ‘repórter’ (o próprio diretor do filme) que persegue deputados (lá chamados Congressistas) para que ofereçam seus próprios filhos para se alistarem voluntariamente como soldados na guerra do Iraque, assim como o governo faz com os negros e pobres da América.

Mesmo tendo um caráter panfletário e incendiário, o filme traz sérias reflexões sobre o papel dos EUA no mundo contemporâneo, onde a Guerra Fria foi substituída pela chamada ‘Guerra ao Terror’.

INTERAÇÃO: Os filmes tratam de duas fases do chamado ‘Imperialismo’ moderno. No primeiro, a polarização EUA x URSS, na chamada ‘Guerra Fria’. No segundo, a ‘Guerra ao Terror’, representado pelo radicais islâmicos (os ‘bandidos’) e o ‘mundo livre’ (os ‘mocinhos’, no caso, os EUA). Os filmes podem levar a reflexão do papel da guerra na luta pela hegemonia mundial, e o caráter imperialista da única potência global, que estende seus tentáculos por todo canto do planeta. Questões paralelas, como a guerra árabes-israelenses, a ‘nuclearização’ de Irã e Coréia do Norte, a instalação de bases militares dos EUA na Colômbia em em várias partes do mundo, podem ser levantadas e discutidas. Uma eventual comparação entre Império Romano (na antiguidade) e Imperialismo dos EUA (na era atual) pode ser tensionada.

TENSIONANDO O TEMA DA LINGUAGEM: A completa incomunicabilidade entre as culturas muçulmana e ocidental estadunidense pode ser explorada, a partir do estudo da origem da religião muçulmana, seus valores e crenças, comparada à religião protestante praticada nos EUA, e também seu conjunto de valores e crenças.

04 – Filmes:

Aguirre e Fitzcarraldo (Choque Cultural)

AGUIRRE, a Cólera dos Deuses (1972)

Direção: Werner Herzog

Duração: 100 minutos

Países de Produção: Alemanha Ocidental / Peru / México

Extraído de: http://perdidonatraducao.zip.net/images/Aguirre.jpg

SINOPSE: Obra do novo cinema alemão, Aguirre foi produzido por Herzog, contando a trajetória de um dos personagens reais dos primeiros tempos da colonização espanhola na América, ainda no século XVI. O filme, baseado num suposto diário do frei Gaspar de Carvajal, conta a história de Lope de Aguirre, um dos conquistadores de Pizarro, encarregado de procurar ouro nas profundezas da América do Sul, transpondo montanhas (a cordilheira dos Andes) e rios (Amazonas e afluentes). Após conquistar os Incas, nos altiplanos do Peru, sedentos por mais ouro, prata e glórias, um grupo de homens, liderados por Aguirre decidem descer as escarpas para buscar novas riquezas em plena selva. Usando de grandes balsas, os aventureiros espanhóis navegam rio adentro, rumo ao desastre. Os homens vão sendo mortos lentamente por índios ocultos na floresta (o inimigo mal é visto, apesar dos tiros disparados a esmo contra a imensidão verde), ou por doenças. Em meio ao caos, Aguirre lidera uma revolta que leva à morte de seu comandante. Assumindo as rédeas de uma viagem à loucura, Aguirre leva todo o grupo ao extermínio, na delirante tentativa de encontrar o El Dorado, a cidade de ouro.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: O filme, gravado em locações reais na Amazônia peruana e nos Andes, foi realizado com imensas dificuldades, levando o próprio ator principal, Klaus Kinski a vários ataques de nervos, ameaçando deixar as filmagens, sendo até ameaçado de morte pelo diretor Herzog, que tinha uma relação de amor e ódio com o ator alemão.

Numa das cenas emblemáticas do choque entre dois mundos, Aguirre navega à deriva, solitário, entre cadáveres e dezenas macacos, em algazarra, numa viagem sem volta. Os indígenas e os mistérios da floresta vencem este round da luta, mas ela está apenas começando. Outros virão, como uma avalanche, e a dominação européia sobre as Américas é apenas uma questão de tempo.

FITZCARRALDO (1982)

Direção: Werner Herzog

Duração: 158 minutos

Países de Produção: Alemanha Ocidental / Peru

Extraído de: http://www.dcenvironmentalfilmfest.org/media/pnc/9/media.739.jpg

SINOPSE: Um apaixonado por Ópera, Brian Sweeney Fitzgerald tem o sonho de levar uma orquestra inteira para os confins da Amazônia, em plena era da borracha. Ao enriquecer com o produto, Brian leva seu plano adiante, levando orquestra, com dezenas de músicos e seus instrumentos num imenso barco a vapor. Mas, ao chegar a um determinado ponto da floresta, o barco precisa fazer a transposição de um rio a outro, separados por uma montanha. A megalomania do herói faz com que ele obrigue milhares de indígenas a literalmente levar o barco nas costas, de um lado ao outro da montanha, através de um sistema de roldanas e troncos cortados da floresta. Concluída a façanha, a orquestra chega a seu destino, um teatro de ópera amazônico (o teatro de Manaus), onde a orquestra apresenta um número de ópera, como sonhara Brian Fitzgerald.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: A aliança praticamente esquizofrênica entre Werner Herzog (diretor) e seu mais requisitado ator (Klaus Kinski) quase pôs a perder mais esta intrigante película do consagrado cineasta alemão. Mas, como sempre, a parceria acabou por gestar mais uma das obras-primas do cinema. Herzog filmou nas selvas do Equador e do Peru, enfrentando todo tipo de adversidade, entre chuvas torrenciais típicas da região tropical, animais selvagens, mosquitos e todo tipo de doença. O diretor chegou a descer pessoalmente perigosas corredeiras dos rios amazônicos para estudar as cenas do filme. Mas a cena mais impressionante, da transposição do barco a vapor montanha acima, foi realizada realmente, com todas as dificuldades e acidentes que envolvem algo assim. Um documentário intitulado ‘Les Blank, Burden of Dreams’ foi produzido a partir desta e outras experiências dos bastidores do filme.

Fitzcarraldo, como é chamado pelos indígenas peruanos, leva os nativos a apoiarem suas loucuras, sempre acompanhado de um Gramofone, onde toca suas óperas. Ao transpor a montanha em seu barco, o visionário segue tocando Enrico Caruso, enquanto milhares de índios executam a absurda tarefa, que na vida real chegou a causar algumas mortes de nativos, segundo comentários da época. Além da trilha sonora, repleta de óperas e músicas clássicas, de Verdi, Puccini e Strauss, entre outros, o elenco traz algumas figuras do cinema brasileiro da época, como José Lewgoy e Grande Otelo. Uma ‘ponta’ no mínimo curiosa é a do cantor Milton Nascimento, que aparece como ‘lanterninha’ da ópera.

INTERAÇÃO: Os filmes já ‘dialogam’ pelo simples fato de terem sido produzidos pelo mesmo diretor, tendo como astro o polêmico Klaus Kinski. Porém, as coincidências vão além. Ambos os filmes são realizados na região amazônica, com sérias dificuldades de locação. Também apresentam o choque cultural entre europeus e povos indígenas, em que pese a hostilidade dos nativos, onipresente em Aguirre, e a docilidade dos mesmos, apresentada em Fitzcarraldo. Com um hiato histórico de 300 anos, a hostilidade indígena é praticamente desfeita. Se por um lado, os índios são personagens fantasmagóricos da floresta, que a tudo engole e domina em Aguirre, por outro lado, finalmente a floresta e os índios são ‘domesticados’ no segundo filme, e o sonho eurocêntrico de Fitzcarraldo se completa, levando a ópera italiana aos confins do mundo selvagem.

TENSIONANDO O TEMA DA LINGUAGEM: O diálogo (ou monólogo?!!) entre dois mundos de duas culturas completamente diferentes permeia ambos os filmes. Se por um lado, a comunicação entre indígenas e conquistadores é simplesmente impraticável em Aguirre, na obra Fitzcarraldo ela também é apenas aparente, já que a cultura invasora simplesmente ‘atropela’ montanha acima a cultura dominada, que pouco dá sinais de vida nesta segunda obra de Herzog. Dois tipos de dominação cultural estão em curso, a primeira pela violência, a segunda (seria ainda pior) pela transposição dos valores europeus sobre uma população indígena já devidamente ‘vestida’ e domesticada. Até que ponto os valores e práticas dos ‘dominados’ podem sobreviver sob tamanha invasão?

05 – Filmes:

Bye, Bye, Brasil e Central do Brasil (Comunicação)

Bye, Bye, Brasil (1979)

Direção: Cacá Diegues

Duração: 102 minutos

País de Produção: Brasil

Extraído de: http://www.xenix.ch/_img/1_programm/movie/2059.jpg

SINOPSE: Os artistas mambembes, meio circenses, da ‘Caravana Rolidei’ (assim mesmo!) viajam pelo ‘Brasil profundo’ levando diversão aos ‘ingnaros’ moradores do sertão. Ao mesmo tempo, com pequenos golpes, vão sobrevivendo em sua vida nômade. O líder da trupe, o mágico Lorde Cigano é semi-alfabetizado. Sua assistente faz o papel de Rainha da Rumba, e nos tempos de vacas magras também se prostitui para o sustento do grupo, principalmente de seu mentor. Com o surgimento da televisão e a ascensão das novelas globais, o grupo tem de se embrenhar cada vez mais no interior do País. Ao chegar a qualquer local, o grupo verifica de existem ‘espinhas de peixe’ (antenas externas de TV), o que é praticamente fatal para as pretensões dos artistas capengas e seus truques de circo ultrapassados. Numa das cenas mais hilárias do filme, Lorde Cigano (interpretado magistralmente por José Wilker, acompanhado de sua partner, Betty Farias, ironicamente atores ‘globais’) chega a uma comunidade completamente vazia. Ao procurar pelo povo do local, encontra todos num galpão, hipnotizados por um único aparelho de televisão, ligado na novela ‘Dancing Days’. O mágico não se dá por vencido e por meio de um truque faz a TV explodir diante de todos. A cena seguinte mostra a trupe fugindo de uma turba enfurecida, que quase lincha os artistas mambembes.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: O filme mostra a passagem de um Brasil rural e isolado do mundo, para um Brasil ‘antenado’ pelas imagens da TV, que no final dos anos 1970 já chegava aos confins do país. O circo, velha e única forma de diversão dos sertanejos definha rapidamente diante da novidade imposta pela cultura de massas. O filme tem cenas geniais e memoráveis, e Cacá Diegues, um dos ‘filhos’ do cinema novo, não decepciona nesta comédia farsesca que mostra muito mais do que aparenta. Um dos pontos altos da trama é sua trilha sonora composta por grandes nomes da música popular brasileira, entre os quais Dominguinhos, Roberto Menescal e Chico Buarque de Hollanda.

Central do Brasil (1998)

Direção: Walter Salles

Duração: 113 minutos

País de Produção: Brasil

Extraído de: http://www.dcbijoux.com/DC_Bijoux_Central_do_Brasil.jpg

SINOPSE: Central do Brasil aparece num momento de crise do cinema brasileiro. A história é simples: uma trambiqueira chamada Dora (interpretada por Fernanda Montenegro) escreve cartas para analfabetos na Central do Brasil (nome de uma estação de trens urbanos), no Rio de Janeiro, e cobra pelo serviço de postagem, apesar de jogar todas as cartas fora, iludindo seus clientes. Mas, ao conhecer Josué, um garoto (também imigrante), que acaba de perder a mãe num acidente, sua vida irá mudar. O menino convence Dora a levá-lo ao encontro de parentes no Nordeste, e os dois seguem numa viagem cheia de percalços. A passagem do Brasil urbano, malandro e cheio de vícios e desilusões, para um Brasil mais inocente e natural não chega a ser tão forçada, na medida em que Dora, por exemplo, ao conhecer um caminhoneiro com quem se envolve, é abandonada logo depois na beira da estrada. Ao atingirem o objetivo do menino, o destino irá traçar novos rumos para a vida de ambos, que jamais serão os mesmos após esta jornada.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME: O filme não chega a ser inovador do ponto de vista estético, mas alcançou grande fama internacional, levando Fernanda Montenegro a receber o Urso de Prata no festival de Berlim, como melhor atriz e ainda uma indicação ao Oscar, fato inédito para atrizes brasileiras. O filme ainda emplacou o Globo de Ouro nos EUA como melhor filme estrangeiro, e o Urso de Ouro (melhor filme) em Berlim. A obra, assim como em Bye, Bye, Brasil, explora o contraste entre dois ‘brasis’, em que pese o ‘Brasil’ moderno do primeiro filme entrar apenas pelas telas dos aparelhos de TV. Central do Brasil tem o mérito de tratar de um tema recorrente (a migração nordestina) de maneira delicada e poética, mostrando este deslocamento cultural e social a que milhões de brasileiros são submetidos, em função da miséria, numa verdadeira ‘diáspora’ nacional.

INTERAÇÃO: Os filmes tratam da questão da linguagem de forma diferente, mas completam-se. Se em Bye, Bye, Brasil um novo país chega pelas telas da TV, com suas novelas e a cultura de massas, em Central do Brasil, um antigo país ainda insiste em se mostrar, analfabeto e amparado em cartas escritas em papel e enviadas pelos correios. Ambos os filmes mostram o interior do Brasil, com sensibilidade e um olhar quase ‘estrangeiro’, dando espaço para a expressão tanto da resistência cultural, como da invasão de novos costumes trazidos pelos ventos da modernidade.

TENSIONANDO O TEMA DA LINGUAGEM: A comunicação é uma das chaves de ambos os filmes. Em Bye, Bye, Brasil a chegada da TV termina por desmantelar a Caravana Rolidei. Já em Central do Brasil, nordestinos analfabetos têm de submeter-se à ajuda de uma ‘escrevente’ de cartas em papel, num mundo que já se globalizava pelas ondas da Internet. Questões como a da cultura de massas via TV, impondo novos costumes e modas, a supressão da cultura regional e as dificuldades de adaptação dos migrantes na cidade grande são temas que podem ser trabalhados em sala de aula. A questão da linguagem escrita x linguagem eletrônica (TV) também pode ser abordada.

Considerações finais sobre os documentos fílmicos

Os filmes analisados foram colocados aos pares para que diferentes grupos tragam questões pertinentes ao tema da Comunicação. Mas, diante do fato de que são obras que tratam de diferentes temáticas, muitas questões periféricas, ou mesmo mais importantes e/ou essenciais podem aparecer no decorrer das dinâmicas que forem estabelecidas pelo educador.

Todos os filmes aqui analisados foram vistos e assistidos por mim (Márcio Amêndola de Oliveira), apesar da maratona que isto impôs. Devido ao breve espaço de que dispomos, as análises foram de certa forma, superficiais. Propomos que, uma vez iniciada a interação em classe, o educador elabore uma ficha técnica para cada filme, exigindo dos alunos um ‘fichamento’ do filme, antes que seja feita a análise fílmica propriamente dita. Outras questões subjacentes às obras analisadas (contexto histórico, trama, decupagem, trilha sonora, por exemplo) podem ser levantadas, através da subdivisão das tarefas em grupos.

OUTRAS SUGESTÕES DE FILMES PARA ANÁLISE EM CONJUNTO

Outras sugestões de interações binárias de filmes, que não pudemos abordar por dificuldades inerentes ao tamanho da tarefa, apesar de terem sido todos assistidos por mim, para posterior postagem de uma análise básica, nos mesmos termos dos filmes anteriores:

O Gabinete do Dr. Caligari (1919) x Um Estranho no Ninho (1975)

O primeiro, um filme mudo alemão, e o segundo, dos EUA, ambos com diferentes abordagens sobre a questão da loucura.

Cría Cuervos (1975) x O Labirinto do Fauno (2006)

O primeiro, um filme espanhol, e o segundo, uma produção multinacional, envolvendo México, Espanha e EUA. Ambas, através das visões do mundo infantil, abordam a questão da guerra civil espanhola e o período da ditadura de Franco.

Koyaanisqatsi (1983) x Ilha das Flores (1989)

O primeiro produzido nos EUA, pertence a uma trilogia de Godfrey Reggio sobre os impactos da ação humana sobre o planeta, e o segundo, um curta-metragem brasileiro, fala da ‘viagem de um tomate’, da produção ao consumo.

Dersu Uzala (1974) x Muito Além do Jardim (1979)

O primeiro é uma co-produção Japão-URSS (antiga União Soviética), dirigida por Kurosawa, sobre a vida do personagem-título, um guia simples que leva uma expedição pela Sibéria, mas ao adoecer não se adapta à vida na cidade. O segundo é a história de um homem simplório, que se vê sozinho após a morte de seu patrão, restando-lhe o mundo da televisão e de seu pequeno jardim, e que por engano, é confundido com seu chefe.

Outubro (1927) x Reds (1981)

O primeiro, uma obra com parceria de Sergei Eisenstein, sobre a Revolução Russa. No segundo filme, o mesmo conflito é retratado na visão dos EUA, através de um best-seller da época.

Cinema Paradiso (1988) x Corra, Lola, Corra (1998)

O primeiro é uma romântica e nostálgica homenagem ao antigo cinema, com uma cena final de recortes de dezenas de filmes (beijos ‘censurados’ por um padre ao longo dos anos) e o segundo uma espécie de video-clip com três versões da mesma história, onde Lola tenta salvar seu namorado do assassinato em poucos minutos.

Um Homem com uma Câmera (1929) x A Bruxa de Blair (1999)

O primeiro, uma das primeiras obras inovadoras do cinema soviético, com várias técnicas de filmagem, sobreposições de imagens, entre outras novidades para a época, retratando um dia na vida de uma cidade moderna. O segundo é a experiência de uma mulher com uma câmera nas mãos, filmando sua própria desgraça na misteriosa floresta de Burkittsville, em Maryland, simulando um documentário.

Nosferatu, uma Sinfonia de Horror (1924) x Nosferatu, o Vampiro da Noite (1979)

O primeiro, uma das obras pioneiras do cinema de horror, baseado no livro ‘Drácula’ de Bram Stoker, filme mudo e em preto e branco. O segundo, baseado na mesma história, é uma refilmagem de Werner Herzog. Em ambas as obras, a peste na Europa é um tema periférico, mostrando o caos social causado pela sucessão de mortes causadas pela doença. Em meio ao caos, um vampiro vaga pelas ruas, levando sua mensagem de morte.

Metrópolis (1927) x AI – Inteligência Artificial (2001)

O primeiro, obra genial de Fritz Lang, sobre uma cidade futurista onde os seres humanos são escravizados em fábricas. Um cientista malévolo produz um robô feminóide que assumirá a identidade de uma operária pacifista, a fim de desmoralizá-la. Inteligência artificial mostra um mundo no futuro, onde as máquinas podem quase pensar como seres humanos, e um menino robô, como na fábula de Pinóquio, busca uma forma de se transformar em um ser humano de verdade.

Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982) x Admirável Mundo Novo (1998)

O primeiro, um clássico da ficção científica, trata da criação de andróides a partir da manipulação genética humana. O segundo trata do mesmo tema, mas para a criação em série de seres humanos, baseado em obra homônima de Aldous Huxley (1930).

criado por marcio.amendola    16:23:03 — Arquivado em: 2 - Cinema e História

Links Interessantes

LINKS DE SITES INTERESSANTES, INFORMATIVOS E/OU ALTERNATIVOS PRA VOCÊ ‘SE LIGAR’ NA REALIDADE E COMEÇAR A INTERAGIR COM O MUNDO DA LINGUAGEM E DA COMUNICAÇÃO:

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www.dominiopublico.gov.br (Domínio Público)

Site com obras literárias de domínio público, ou seja, podem ser copiadas à vontade pela Internet, sem pagar direitos autorais, ou porque já passaram do prazo legal, ou porque seus autores abriram mão do recebimento de tais direitos. Tem obras completas ou parciais de grandes autores brasileiros, como Machado de Assis e Fernando Pessoa, por exemplo, além de um acervo de Teses e Dissertações (Capes), publicações sobre Educação, acesso de áudio à Música Erudita Brasileira, entre outros materiais interessantes para acesso.

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www.estantevirtual.com.br (Estante Virtual)

Acesso a milhares de sebos de todo o País. O ‘sebo’ é uma loja de livros usados. Você pode adquirir livros de qualquer tipo (romances, didáticos, acadêmicos, etc) mais barato, por serem de segunda mão. As livrarias virtuais de livros usados tem sistemas de entrega e venda pelo correio. Para buscar o livro que você deseja, basta digitar o nome da obra ou do autor, que o Site localiza onde a obra está disponível, em qualquer parte do País, e os e-mails, endereços e telefones de contato. Atualmente existem quase 6 milhões de títulos de obras cadastradas.

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www.carosamigos.terra.com.br (Revista Caros Amigos)

Publicação mensal da editora Casa Amarela, a Caros Amigos trata com profundidade os grandes temas nacionais, de maneira crítica e contundente. Também tem uma excelente editoria de Cultura e articulistas de peso, como Marilene Felinto, Ferréz, Rodrigo Viana, Renato Pompeu, José Arbex Jr, entre outros.

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www.cartamaior.com.br (Agência Carta Maior)

DISPARADO a MELHOR AGÊNCIA de notícias brasileira. Traz reportagens sérias e artigos de fundo, de intelectuais respeitados. Só para você ter uma idéia, é fácil de encontrar lá artigos de Eduardo Galeano, que escreveu um livro chamado “As Veias Abertas da América Latina”, ou de Eric Hobsbawm, o maior intelectual marxista vivo da Inglaterra - talvez um dos maiores do mundo - que já está beirando os 90 e tantos anos. Também colabora com o Site o intelectual Emir Sader, Gilson Caroni, Flávio Aguiar e outros nomes de expressão do pensamento crítico brasileiro.

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www.expressaopopular.com.br/loja (Editora Expressão Popular)

Editora com dezenas de títulos interessantes, a preços absurdamente baixos! - livros novos de 300 páginas, a 12, 15 reais. Os autores doam os direitos gratuitamente, e o sistema de impressão é cooperativado, baixando os custos dos livros como em nenhuma outra editora. Só para se ter uma ideia, a família de CHE GUEVARA doou direitos de suas obras para esta editora.

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www.reporterbrasil.org.br (Repórter Brasil)

Site interessante, que luta contra o trabalho escravo no Brasil, entre outras pautas. Veja nele o Blog do Sakamoto do jornalista Leonardo Sakamoto, um dos pioneiros na denúncia do trabalho escravo no Brasil em pleno Século XXI.

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www.radioagencianp.com.br (Agência Notícias do Planalto)

Uma agência de notícias muito boa, de Brasília, que coloca de maneira crítica as relações entre Estado, Classe Política e Poder. Traz muitas matérias interessantes sobre a realidade brasileira.

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http://www4.usp.br/ (Universidade de São Paulo)

“A Universidade de São Paulo (USP) é uma universidade pública, autarquia ligada à Secretaria de Estado de Ensino Superior de São Paulo. O talento e dedicação dos docentes, alunos e funcionários têm sido reconhecidos por diferentes rankings mundiais, criados para medir a qualidade das universidades a partir de diversos critérios, principalmente os relacionados à produtividade científica”.

Pelo menos é isto o que diz o texto de apresentação da Universidade, em seu Site. De qualquer forma, trata-se de uma Universidade Pública que deveria ser de acesso de todos (inclusive os mais pobres, que atualmente só entram em faculdades particulares, por meio do ProUni).

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www.acaoeducativa.org.br/portal (Ação Educativa)

A Ação Educativa é uma organização fundada em 1994, com a missão de promover os direitos educativos e da juventude, tendo em vista a justiça social, a democracia participativa e o desenvolvimento sustentável no Brasil. Com forte atuação na periferia das grandes cidades, é uma organização sem fins lucrativos.

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www.casadasafricas.org.br/ (Casa das Áfricas)

Espaço cultural e de estudos sobre as sociedades africanas. A Casa das Áfricas é um centro de pesquisa e de promoção de atividades culturais relacionadas ao continente africano. O seu objetivo é contribuir para o processo de produção e ampliação de conhecimentos sobre as sociedades africanas e para o diálogo entre instituições e pesquisadores que tenham como foco de trabalho a África.

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www.circulopalmarino.org.br (Círculo Palmarino)

O Círculo Palmarino é uma corrente nacional do movimento negro, criada em março de 2006, na cidade de Vitória – ES, que tem como objetivo combater o racismo e todas as suas manifestações concretas. Participa das lutas sociais e do combate ao racismo, sem ser sectário.

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www.revistabrasileiros.com.br (Brasileiros)

Revista interessante, com artigos excelentes e articulistas de peso, entre os quais Hélio Campos Melo, Ricardo Kotscho, Nirlando Beirão, entre outros.

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www.oretratodobrasil.com.br (Retrato do Brasil)

Site da coleção clássica “RETRATO DO BRASIL”, dirigida até hoje pelo jornalista Raimundo Pereira, um dos ‘monstros sagrados’ do jornalismo brasileiro, respeitado por toda a imprensa e ‘massa crítica’ brasileira. O site tem artigos restritos para assinantes, mas muito conteúdo livre de excelente nível.

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www.congressoemfoco.com.br (Congresso em Foco)

Site muito correto, que cobre todas as atividades do Congresso Nacional, de forma crítica e imparcial. Adora bater em deputados e senadores corruptos, e em velhas práticas fisiológicas na política.

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www.paulohenriqueamorim.com.br/ (Página do jornalista Paulo Henrique Amorim)

O jornalista Paulo Henrique Amorim (que também atua na TV Record) é um crítico feroz da grande imprensa brasileira (os chamados ‘Jornalões) e dos políticos corruptos. Vale a pena conferir.

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